É uma teia confusa e baralhada,
Uma renda subtil feita do nada
De nuvens carregadas com o vento!
Passo horas em silêncio,
percorro o céu e a terra aqui sentada,
cada vez mais vaga e alheada,
vejo o arco-íris em tom cinsento
sem uma voz, um olhar, um movimento!
Ás vezes já não sei, se morri sem saber:
não sei se era bom... mas não, não pode ser,
estou presa a mil laços de um grande amor
não me conheço mas por eles tenho que viver,
confusa porque não sei viver sem minha dor!
Ouço a chuva cair nas pedras da minha rua
e ouço a ventania lá fora assobiando feroz
sinto na pele o sol a lua e os seus abraços,
É a vida que ainda me aperta nos seus braços.
Acho que não devo calar ainda a minha voz!
Paz e Bem:)

